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O que ver / fazer

Pelourinho de Tomar

A cidade de Tomar conserva um Pelourinho barroco que data do século XVII e que, na época, terá vindo substituir o primitivo pelourinho manuelino, mais antigo. O Pelourinho de Tomar encontra-se, nos dias de hoje, no Largo a que dá o nome – o Largo do Pelourinho (conhecido, igualmente, como o lugar da Várzea Pequena). Trata-se de uma reconstrução feita em 1939-40 do pelourinho original, uma vez que o inicial, que se encontrava ao fundo da Rua da Graça, foi demolido no ano de 1870. Sabemos que no seguimento da demolição, as peças originais do pelourinho se dispersaram, tendo mesmo chegado a servir de base para um candeeiro público. O empenho na reconstrução levou à recuperação das peças, o que faz com que o monumento atual reúna todos os elementos originais, à exceção do pedestal. Este Pelourinho setecentista assenta numa plataforma de cinco degraus quadrangulares e é constituído por base e fuste bulbiforme. O remate é composto por uma esfera armilar de grandes dimensões, em ferro, sobre um coruchéu rústico. O Pelourinho de Tomar é um monumento classificado como imóvel de interesse público, desde 1933.

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Capela da Nossa Senhora da Piedade

A Capela da Nossa Senhora da Piedade, antiga Ermida de Nossa Senhora do Monte, eleva-se no topo de uma colina, bem de frente para o Castelo de Tomar e para o Convento de Cristo. A data de construção da Capela da Nossa Senhora da Piedade remonta ao século XIV, tendo sido mandada erigir em 1387 por Martim Vasques Vilela, Alcaide de Óbidos. A Capela da Nossa Senhora da Piedade foi posteriormente restaurada e modificada em 1613, por ordem do juiz do povo Bernardo Ortiz Ochoa. Este templo apresenta vários elementos de estilo gótico, articulados com elementos de estilo maneirista, resultantes das intervenções ulteriores. O interior da Capela é amplo e a estátua da Virgem destaca-se no altar de talha rústica. As paredes são decoradas com azulejos de padrão geométrico, azuis e brancos, do século XVII. No exterior, destaque para o portal em ogiva, precedido por um alpendre sustentado por sóbrias colunas toscanas. O acesso ao santuário faz-se através de uma incrível escadaria de 292 degraus, construídos entre 1846 e 1862, que conduzem ao largo da Capela. O culto celebra-se no primeiro fim de semana de setembro, em Tomar. O Círio de Nossa Senhora da Piedade é uma festa de cariz religioso em que a imagem da Virgem da Piedade é devotamente transportada até à Capela, numa procissão que se estende por cerca de dois quilómetros.

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Parque do Mouchão

Nas margens do rio Nabão, no coração do centro histórico de Tomar, o Parque do Mouchão é um paraíso verde que contraria o movimento e a agitação da cidade. É um espaço ajardinado no meio do rio, uma pequena ilha ligada à cidade por pontes pedonais. É aqui, ao lado do açude ali construído, perto da entrada do Parque, que se encontra uma enorme nora em madeira, a Roda do Nabão, uma estrutura sólida de grandes dimensões que aproveitava a força das águas do rio para regar os campos à volta e para transportar a água para os moinhos e lagares. Este engenho hidráulico foi construído em 1906 e tem sido regularmente intervencionado pela Câmara Municipal de Tomar para efeitos de manutenção, sendo a atual nora feita de madeira de carvalho, oliveira e nogueira. Outras atrações do Parque são o bonito coreto, os equipamentos desportivos e, nas proximidades, os cafés e restaurantes para retemperar forças e aconchegar os estômagos. Junto do Parque, existe ainda um parque infantil, o maior de Tomar, que faz as delícias dos mais pequenos. O Parque do Mouchão é a escolha perfeita para quem vive na cidade ou para quem a visita e gosta de sentir a natureza, de ler um bom livro ou simplesmente de desfrutar de um espaço exterior.

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Mata Nacional dos Sete Montes | Cerca do Convento de Cristo

A Cerca do Convento de Cristo, desde 1986 conhecida como Mata Nacional dos Sete Montes, é uma extensa área verde de jardim, parque e floresta, situada entre o Convento de Cristo e o centro da cidade. São 39 hectares verdes, o pulmão de Tomar, antigamente conhecido por Lugar dos Sete Montes, precisamente por integrar um maciço montuoso de sete colinas, numa das quais de destaca o Castelo Templário. Datam de 1490 as primeiras referências aos espaços verdes que rodeavam o Convento de Cristo. Originalmente, a área correspondia à zona delimitada pelas muralhas do Castelo Templário. Foi apenas no século XVI que foram compradas todas as propriedades (matas, vales, olivais e terras agrícolas) que circundavam o Convento. Foi assim que os monges passaram a contar com um enorme espaço exterior que lhes permitia a clausura integral, onde para além de disporem de um lugar para retiro e oração, dispunham ainda de uma área de cultivo para suprir as necessidades do Convento. Após a supressão das ordens religiosas, as propriedades da Ordem de Cristo foram vendidas em hasta pública, mas em 1936 retornam à posse do Estado e dois anos mais tarde, em 1938, a Cerca foi transformada em parque florestal. Atualmente, esta área destina-se ao usufruto da população. Ideal para passear, relaxar, fazer desporto ou simplesmente desfrutar da natureza, dispõe de parque infantil e de parques de merendas. Por entre a vegetação farta, somos levados numa viagem através do tempo e da história quando nos deparamos com a beleza singela da Charolinha, uma casa de fresco edificada no coração da Mata, onde se acredita que os monges se isolavam em contemplação e recolhimento.

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Palácio de Alvaiázere

O Palácio de Alvaiázere fica situado no centro histórico de Tomar, perto da antiga Várzea Grande. Em termos arquitetónicos, é um imóvel senhorial do século XVIII, de planta retangular dividida em dois andares. Historicamente, não se conhece a data precisa de construção do Palácio de Alvaiázere, mas sabe-se que a Misericórdia de Tomar era a proprietária do edifício, quando, em 1771, foi alugado a Noel le Maitre, que realizou algumas obras de adaptação no interior do edifício, para ali instalar a sua fábrica de meias. Alguns anos mais tarde, em 1789, o imóvel foi vendido ao industrial Jácome Ratton, que juntamente com Thimóteo Lecussan Verdier, procedeu a obras de restauro nas instalações fabris existentes e fundou a Fábrica de Fiação de Tomar. Aí estiveram durante alguns anos, até terem transferido a produção para um novo espaço, tendo o edifício do Palácio ficado destinado apenas aos serviços administrativos da empresa. Depois de 1869, o Palácio foi vendido, passando para a posse do Barão de Alvaiázere, título atribuído por D. João VI, em 1818, a Manuel Vieira da Silva Borges e Abreu. Desde essa data, o edifício ficou para sempre associado à memória do Barão, preservando este nome até ao presente. Em 1914, a Câmara Municipal de Tomar comprou o imóvel e sabe-se que até 1975 funcionou como Quartel-General da Região Militar de Tomar. Nesse mesmo ano, em Maio, um incêndio destruiu a cobertura e o interior do edifício. Após os trabalhos de recuperação do imóvel, este passou a ser propriedade do Ministério da Justiça, aí funcionando serviços da sua tutela.

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Convento de Cristo e Castelo Templário

O Convento de Cristo e o Castelo Templário formam um conjunto monumental único no género. Foi aqui a sede da Ordem do Templo até 1314 e da Ordem de Cristo, a partir de 1357.

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Ermida de Nossa Senhora da Conceição

A Ermida de Nossa Senhora da Conceição situa-se na encosta que conduz ao Castelo dos Templários e ao Convento de Cristo, em Tomar. A Capela foi mandada edificar por Frei António de Lisboa, em 1541, e a sua construção terá sido concluída em 1573. É uma obra-prima do Renascimento português e foi um dos últimos projetos do arquiteto hispano-português João de Castilho, considerado um dos mais importantes arquitetos da Europa renascentista. Inicialmente, este templo destinava-se a ser o panteão do rei D. João III, o que acabou por nunca chegar a acontecer, uma vez que o monarca faleceu em 1557 e foi enterrado no Mosteiro dos Jerónimos. O facto de a Capela estar, na sua origem, destinada a ser um mausoléu justifica, provavelmente, o carácter original da sua construção. A Ermida de Nossa Senhora da Conceição é um exemplo singular do classicismo italiano na Península Ibérica. Com uma arquitetura que evoca a tipologia romana da basílica, trata-se, na verdade, de uma pequena Igreja-Salão, com uma antecâmara e abside. Trata-se de um belíssimo exemplar do estilo renascentista na Europa, reconhecido como monumento nacional desde 1910.

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Museu dos Fósforos

Em Tomar, encontra-se um museu único do género em Portugal e dos mais originais da Europa e do mundo: o Museu dos Fósforos. Aqui se conserva uma coleção superior a 60 mil caixas, etiquetas e carteiras de fósforos doada pelo tomarense Aquiles da Mota Lima ao Município, em 1980. O Convento de São Francisco é composto por dois claustros, e desde o ano de 1989 que um deles acolhe a coleção do Museu. Tudo começou em 1953, a bordo de um navio, onde Aquiles da Mota Lima viajava com destino a Londres, para assistir à cerimónia de coroação da rainha Isabel II. Na viagem, conheceu uma colecionadora americana, a quem prometeu enviar as caixas mais especiais que encontrasse durante as suas viagens. As duas primeiras caixas de fósforos da coleção são, precisamente, alusivas à cerimónia para onde se dirigia. Acontece que Mota da Lima não se limitou a comprar apenas um exemplar, mas sim dois, dando assim início à sua própria coleção. E a partir daí, não mais parou. Com os contributos e empenho de familiares e amigos, assim como através de trocas com outros colecionadores, a coleção alcançou uma dimensão impressionante. Atualmente, o acervo representa cerca de 127 países do mundo e está distribuído por 7 salas recheadas de surpresas e curiosidades que nos levam numa viagem extraordinária à volta do mundo. No presente, o Museu continua a ampliar a coleção através da compra de caixas e através das doações que lhe chegam.

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Casa dos Cubos | Centro de Estudos em Fotografia de Tomar

A recuperação da Casa dos Cubos enquadra-se num projeto de reconversão de uma infraestrutura desativada, de particular relevância social e económica no tecido urbano da cidade de Tomar. Situado no centro histórico, junto às margens do rio Nabão, o edifício foi sujeito ao longo dos tempos a sucessivas serventias e alterações. Originalmente concebida como casa de armazenamento e contagem de produtos agrícolas para pagamento de rendas às ordens religiosas, a Casa dos Cubos foi buscar a sua denominação às antigas medidas de capacidade, o alqueire e o almude, à época correntemente designados como “cubos”. Mais tarde, chegou a ser quartel militar e foi posteriormente adaptado a edifício de escritórios das antigas Fábricas Mendes Godinho. A verdade é que a Casa dos Cubos foi sobrevivendo aos tempos, readquirindo no âmbito do programa Polis um novo papel na cidade: o de Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental. A reabilitação deste espaço num novo equipamento cultural da cidade permitiu que em 2018 o Centro de Estudos em Fotografia de Tomar aqui se instalasse, numa parceria entre o Instituto Politécnico de Tomar e o Município de Tomar, com vista ao desenvolvimento de atividades de ensino, investigação, formação e demais atividades conexas, nas áreas científica, técnica e artística da fotografia. A Casa dos Cubos dispõe de um espaço de exposições e de uma cafetaria com esplanada com vista para o rio Nabão.

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Edifício do Posto de Turismo | Janela de Cunhal Quinhentista

O Edifício do Posto de Turismo, em Tomar, merece destaque pela relevância e originalidade arquitetónica da sua construção e pelo importante detalhe da Janela de cunhal quinhentista presente no imóvel, protegida e classificada como monumento nacional. Da autoria e responsabilidade do arquiteto portuense José Vilaça, este edifício foi projetado de raiz para acolher o Posto do Turismo da cidade, em 1933. Foi no ano de 1932 que a Comissão de Iniciativa e Turismo de Tomar decidiu instalar-se num espaço próprio. Os trabalhos decorreram durante alguns anos, tendo a construção do edifício ficado concluída em 1939. A originalidade desta construção prende-se com o facto de este edifício integrar vários elementos arquitetónicos de casas burguesas quinhentistas e seiscentistas, provenientes de edifícios antigos de Tomar e zona envolvente, demolidos no início do século XX. Começamos pela janela de cunhal quinhentista oriunda do palácio do Prior do Convento de Cristo, cuja edificação se acredita datar do primeiro quartel do século XVI Mas são mais os elementos que tornam este edifício tão único, como o portal do século XV, proveniente dos celeiros da Praça da Ribeira, colocado na entrada principal ou os painéis de azulejos quinhentistas no espaço interior. Destaque, ainda, para os vitrais da autoria de Ricardo Leone, para os azulejos e faianças de Leopoldo Battistini e para os trabalhos neo-renascentistas da casa Sousa Braga.

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Central Elétrica de Tomar - Núcleo Museológico

Localizada no Complexo Cultural da Levada de Tomar, a Central Elétrica é um projeto museológico da responsabilidade do Município de Tomar, desenvolvido na continuação das ações de reabilitação e requalificação daquele conjunto arquitetónico industrial, situado em pleno centro histórico da cidade.

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Igreja e Convento de São Francisco

A Igreja e Convento de São Francisco situam-se nos terrenos da Várzea Grande, em Tomar. O Convento de São Francisco foi fundado no ano de 1624 por frades franciscanos oriundos da comunidade religiosa de Santa Cita. Já a Igreja de São Francisco começou a ser construída em 1628. Os trabalhos no corpo da igreja terminaram em 1636, mas a torre do lado direito da fachada foi apenas concluída em 1660. No seu interior, a capela-mor acolhe um altar de talha dourada enquadrado por quatro colunas torsas, no qual foi montado em 1945 um Calvário proveniente do Convento das Trinas de Lisboa. Na primeira capela do lado do Evangelho, destaque para uma bonita imagem de Santa Iria, a santa padroeira da cidade de Tomar. O Convento de São Francisco é composto por dois claustros, sendo que um deles abriga, desde o ano de 1989, o Museu dos Fósforos legado à cidade pelo tomarense Aquiles da Mota Lima. Após a extinção das ordens religiosas, o Convento de São Francisco passou para o Ministério da Guerra, que aí acomodou um batalhão militar. No presente, a tutela da Igreja e Convento de São Francisco é partilhada entre a Ordem Terceira de São Francisco e a Câmara Municipal de Tomar.

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Estátua de D. Gualdim Pais

No coração do centro histórico de Tomar, a Estátua de D. Gualdim Pais destaca-se em pleno centro da Praça da República, entre o edifício dos Paços do Concelho e a Igreja de São João Batista. A inauguração deste monumento aconteceu no dia 9 de julho de 1940. A cidade de Tomar prestou, assim, homenagem àquele que foi o seu fundador. Normalmente, aponta-se Macário Dinis como o autor desta obra, em 1935, mas há que acrescentar que foi Anjos Teixeira o autor da maqueta aprovada em 1933, sobre a qual Macário Dinis trabalhou, tendo-lhe feito algumas alterações. Gualdim Pais foi um cruzado português, nascido em Amares em 1118, que acabou por ficar inexoravelmente associado à história de Tomar. Foi Cavaleiro de D. Afonso Henriques entre 1128 e 1185, e o fundador da cidade de Tomar, onde ficou sediada a Ordem do Templo, da qual se tornou grão-mestre. Foi D. Gualdim Pais quem deu foral à nova vila de Tomar, em 1162. Na margem oposta do rio, e sobre as ruínas de um antigo mosteiro, edificaram a Igreja de Santa Maria do Olival, com o intuito de ser a derradeira morada dos Mestres Templários, o Panteão da Ordem do Templo. Aqui foi sepultado o próprio D. Gualdim Pais, que morreu em 1195. Atualmente, a lápide de D. Gualdim Pais encontra-se na parede da segunda capela, para onde foram transferidos os seus restos mortais.

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Igreja de Santa Maria do Olival

A Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar, é um templo que data, na sua origem, do século XII. Dedicada a Santa Maria, a igreja original terá sido mandada construir por D. Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo, com o intuito de ser a derradeira morada dos Mestres Templários, o Panteão da Ordem do Templo. Aqui foi depositado o túmulo do próprio D. Gualdim Pais.

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Aqueduto dos Pegões Altos

O Aqueduto do Convento de Cristo, também conhecido como Aqueduto dos Pegões Altos, em Tomar, foi mandado construir por Filipe I, com o objetivo de abastecer de água o Convento de Cristo. O projeto pertence a Filipe Terzi, arquiteto-mor do Reino, tendo os trabalhos arrancado em 1593. Depois da sua morte, a direção da obra ficou a cargo de Pero Fernandes de Torres, tendo a primeira fase dos trabalhos sido concluída em 1614, com as águas a chegarem a um reservatório situado na área da Cerca do Convento. Foi só mais tarde, em 1616, sob a direção de Diogo Marques Lucas, que se procedeu à finalização da obra, em que a canalização foi prolongada até ao edifício do Convento, chegando até aos lavatórios dos dormitórios em 1617 e alcançando a fonte do claustro principal em 1619, data efetiva de conclusão do empreendimento. O Aqueduto estende-se ao longo de cerca de seis quilómetros, fazendo a ligação da água a partir de quatro nascentes situadas nos arredores da cidade de Tomar, no lugar de Pegões, até ao Convento de Cristo. É composto por um total de 180 arcos de volta perfeita e representa uma das mais importantes obras públicas do século XVII, em Portugal. É constituído por arcaria simples e por duas camadas de arcos sobrepostos na zona de maior declive, precisamente sobre o vale de Pegões, onde chega a atingir uma altura de 30 metros. É esta estrutura que lhe confere toda a sua magnificência e beleza. Pode ser percorrido a pé, ao longo da sua parte superior. Está classificado como Monumento Nacional desde 1910.

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Igreja de Nossa Senhora da Graça

A Igreja de Nossa Senhora da Graça, em Tomar, é também conhecida como Igreja da Misericórdia. A Santa Casa da Misericórdia de Tomar foi estabelecida pelo Rei D. Manuel I, no ano de 1510, sendo-lhe anexado o Hospital de Nossa Senhora da Graça. Por sua vez, a Igreja só começou a ser contruída alguns anos mais tarde, em 1567. A estátua de Nossa Senhora da Graça, a santa padroeira que dá o nome a este templo, aparece no pequeno nicho que remata o pórtico quinhentista da entrada do santuário. De arquitetura maneirista, é um templo de nave única com as capelas laterais a exibirem duas pinturas maneiristas bem ao estilo da época. No interior, a nave central exibe vários painéis de azulejos de padrão geométrico, enquanto o altar-mor se apresenta em talha rocaille. A Igreja de Nossa Senhora da Graça ou Igreja da Misericórdia sofreu recentemente obras de recuperação e conservação. Durante esta intervenção, foram descobertas quatro enormes janelas que estavam entaipadas, com a pedra da cantaria e as grades originais do século XVI.

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Capela de Santa Iria

A Capela de Santa Iria situa-se em Tomar. É dedicada a Santa Iria, padroeira da cidade. Foi mandada construir no século XV, tendo sofrido uma remodelação e ampliação no século XVI, que lhe acrescentou elementos renascentistas. Destaque para o Arco das Freiras, uma passagem aérea sobre a Rua de Santa Iria, que une o Convento de Santa Iria ao antigo Palácio de Frei António de Lisboa. Conta a lenda que Iria era uma jovem formosa, de boas famílias, que viveu neste território, no século VII e por ela se terá enamorado o jovem nobre Britaldo. Acontece que a jovem estava decidida a seguir a vida religiosa, pelo que recusou a proposta de casamento. No convento, Frei Remígio, seu preceptor, também se rendeu aos seus encantos e fez-lhe avanços inapropriados, barrados pela jovem. Movido por um orgulho ferido, o frade lançou o boato de que a jovem Iria havia engravidado, dando-lhe infusões que lhe provocaram o inchaço da barriga. Ao ficar a par da suposta traição, Britaldo não suportou o desgosto e ordenou que a matassem, enquanto a jovem Iria rezava, junto ao rio Nabão. O seu corpo foi levado pelo rio até Santarém, onde se conta que as águas do Tejo se abriram para mostrar o seu caixão, tendo os monges que o encontraram dado início ao seu culto. Iria tornou-se, assim, a padroeira de Tomar. No dia 20 de outubro, aquando das festividades da Feira de Santa Iria, lançam-se pétalas às águas, numa evocação e homenagem ao sangue da mártir.

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Casa Memória Lopes-Graça

Fernando Lopes-Graça foi um célebre compositor, maestro e musicólogo português, uma personalidade de relevo que marcou profundamente a cultura portuguesa do século XX. Nasceu em Tomar no dia 17 de dezembro de 1906, no nº 25 da Rua Dr. Joaquim Jacinto. Em homenagem ao filho da terra, foi aqui inaugurada, no ano de 2008, a Casa Memória Lopes-Graça, no local onde o compositor nasceu. A Casa Memória funciona como um centro documental e artístico, onde podemos ficar a conhecer melhor a vida e obra deste extraordinário compositor e intelectual português. Na Casa, estão em exposição uma série de objetos pessoais de Lopes-Graça, entre os quais a sua certidão de nascimento, partituras e peças musicais, que testemunham a sua vastíssima obra artística musical. Aqui, os visitantes podem ler livros, consultar documentação e ouvir música. Para além de ter desenvolvido uma sólida carreira musical, Lopes-Graça sempre foi um intelectual opositor do regime fascista e autoritário vigente em Portugal até 1974. Foi por isso alvo de repressão por parte do regime, tendo mesmo chegado a ser preso pela polícia política e chegou a partir para o exílio, em França. Fernando Lopes-Graça é autor de uma rica obra literária com reflexões importantes sobre a música portuguesa e autor de uma obra musical de qualidade ímpar. A casa natal de Fernando Lopes-Graça foi doada à Câmara Municipal de Tomar pelo seu último proprietário, Rui Manuel Dias Costa.

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Os Estaus

Estaus era o nome que antigamente se dava às hospedarias ou estalagens. Os Estaus de Tomar foram mandados construir pelo Infante D. Henrique, no primeiro quartel do século XV, naquela que era, na época, a rua principal da cidade. Com esta obra, pretendeu o Infante providenciar poiso aos feirantes e forasteiros que aqui se deslocavam para participar na feira franca local, assim como a alguns visitantes da pequena nobreza e aos criados dos Mestres da Ordem de Cristo. Os Estaus eram compostos por dois edifícios distintos, idênticos, de frente um para o outro e com a rua, cuja largura seria de cerca de 17 metros, a separá-los. Cada um deles possuía uma bonita arcaria gótica composta por arcos ogivais e formando, no seu interior, uma galeria. Desta hospedaria medieval quatrocentista, restam apenas alguns vestígios que podemos, nos dias de hoje, observar nas esquinas da atual Estrada Nacional 110 (Rua Torres Pinheiro) com a Rua dos Arcos e com a Rua da Saboaria. São eles os arcos ogivais de um dos edifícios, hoje incorporados na frente de um prédio urbano, assim como dois arcos isolados, num pequeno jardim em frente. Era, também, neste espaço que funcionava o antigo bazar judeu, ficando os mercadores abrigados no espaço das galerias, sob as arcadas. Em meados do século XIX, alguns destes alpendres eram ainda utilizados por ferradores. Os Estaus são classificados, desde 1946, como imóvel de interesse público.

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Capela de Santo António

A Capela de Santo António, em Tomar, foi construída entre 1953 e 1955. No entanto, é de assinalar que esta Capela contém elementos arquitetónicos de uma ermida renascentista cinco séculos mais antiga, a Capela do Casal de Santo António. Esta pequena capela do século XV terá sido construída em 1459, no lugar de Casal de Santo António, situado perto do Aqueduto dos Pegões. Esta singela Capela acabou por ficar ao abandono durante muito tempo, mas a verdade é que todos os seus elementos arquitetónicos mais marcantes foram respeitosamente preservados, o que levou a que, em 1942, sob a égide da União dos Amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo, se tenha procedido ao desmantelamento controlado das cantarias da capela, com o intuito de se fazer a reconstituição da Capela noutro local mais central e acessível. Procedeu-se, assim, à sua restauração e reedificação em 1953, aquando da construção do Bairro Social 1º de Maio, onde foi, então, construída a Capela atual, com elementos arquitetónicos da Capela original: na fachada, ressalta a porta principal original e realce para as nervuras da capela-mor. Entretanto, a União dos Amigos da Ordem de Cristo cedeu, do espólio de outras edificações demolidas, mais alguns elementos para enriquecer a obra. Para além de uma missa matinal à segunda-feira, é aqui celebrada uma missa especial no dia 13 de Junho, em honra de Santo António.

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Casa Manuel Guimarães

A Casa Manuel Guimarães terá sido a casa onde viveu o famoso mestre de obras e arquiteto hispano-português João de Castilho, durante o período em que viveu em Tomar para realizar as obras do Convento de Cristo e as remodelações da Capela de Santa Iria. De traça renascentista, a Casa Manuel Guimarães data do início do século XVI. Situa-se no centro histórico medieval da cidade, apresenta-se em dois andares e na sua arquitetura original destaca-se uma fabulosa janela de canto. Apesar de ter sofrido uma intervenção em 1962, por imperativos relacionados com o plano de urbanização da cidade, os seus elementos decorativos originais foram mantidos. Alguns anos mais tarde, em 1969, foi aqui instalada a Biblioteca Municipal de Tomar, onde se manteve até 1997. Mais recentemente, o Núcleo de Arte Contemporânea (NAC 2) mudou-se para o piso térreo da Casa, para aí funcionar como uma Galeria de Exposições Temporárias - funcionara até então no primeiro andar do Edifício do Turismo. No primeiro andar da Casa Manuel Guimarães funcionam os serviços da Assembleia Municipal. Manuel Guimarães foi uma figura relevante da vida cultural de Tomar, a quem se ficou a dever a fundação da Biblioteca Municipal, nos anos 60. A Câmara Municipal de Tomar decidiu atribuir o seu nome a este edifício como homenagem e agradecimento pelo seu valioso contributo, como homem das letras e da cultura, para a cidade.

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Passeios turísticos e visitas guiadas na cidade de Tomar

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Padrão Filipino ou Padrão da Várzea Grande

Bem no centro da Várzea Grande, ergue-se o imponente Padrão Filipino - ou Padrão da Várzea Grande -, que data de 1627 e que celebra a entrega da Várzea Grande ao Povo e à Câmara de Tomar, pelo rei Filipe III, em oposição às pretensões da Ordem de Cristo de se apropriar deste terreno. Em causa, a contenda entre o Povo de Tomar e a Ordem de Cristo devido às pretensões da Ordem de ali construir o Convento de São Francisco. A Ordem religiosa afirmava que o terreno lhe pertencia, mas a realidade é que o rei D. Manuel havia concedido os terrenos da Várzea Grande ao Povo de Tomar. Efetivamente, no início do século XVII, em 1625, os frades da Ordem de São Francisco pretendem instalar-se em Tomar e aí construir um novo Convento, no lugar da Várzea Grande. Tal facto deu origem à referida contestação, tendo o litígio ficado resolvido com a resolução de Filipe III (Filipe IV de Espanha) a favor do Povo e da Câmara de Tomar. Interessante referir que a lápide comemorativa do Padrão Filipino foi arrancada do seu local de implantação, depois da Restauração da Independência, em 1640, quando Portugal se libertou da ocupação espanhola que durou 60 anos, entre 1580 e 1640. O Padrão Filipino é construído em cantaria de calcário, com uma plataforma quadrangular de seis degraus, onde assenta a base e o próprio padrão. No topo, é rematado por uma cruz de Cristo e por um cata-vento.

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Capela de São Gregório

A Capela de São Gregório, em Tomar, situa-se no início da Estrada do Prado. É um pequeno santuário de construção quinhentista, planta central e estrutura octogonal no corpo principal do templo, rematada por uma cúpula de estilo renascentista. Esta Capela é dedicada a São Gregório de Nazianzo, importante teólogo e escritor cristão do século IV, de extremo relevo para o mundo cristão, na medida em que foi um dos teólogos que provou a divindade de Jesus Cristo. A fachada é semicircundada por um alpendre ou galilé que protege a entrada da Capela e que está assente sobre sóbrias colunas toscanas de fuste liso. No exterior, destaque para a porta principal, ornamentada com expressivos elementos manuelinos. As paredes da nave da Capela, de ambos os lados, são decoradas por magníficos painéis de azulejos setecentistas, de cor azul e branca, vindos do Convento das Trinas de Lisboa. No interior, ao fundo, o altar é simples e singelo. É encimado por três nichos e apresenta, ao centro, a imagem de São Gregório, o santo padroeiro.

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Cine-Teatro Paraíso de Tomar

Antigo teatro reabilitado, que foi o primeiro espaço dedicado ao espetáculo em Tomar. O Cine-Teatro Paraíso reabriu ao público em 2002 e é, atualmente, a principal sala de espetáculos da cidade, com capacidade para 410 pessoas.

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Barcaça Atividades Náuticas

A Barcaça Atividades Náuticas surgiu em 2019 através de um sonho de poder mostrar o que melhor sabemos fazer. A BAN é muito mais do que uma escola de desporto náutico, é o local ideal para descontrair e aproveitar.

Tomar

Casa Vieira Guimarães

A Casa Vieira Guimarães foi mandada erigir pelo médico e historiógrafo nabantino José Vieira da Silva Guimarães, onde viveu até ao final dos seus dias. Foi construída entre 1920 e 1922, junto à Ponte Velha de Tomar, em frente ao rio Nabão. José Vieira da Silva Guimarães nasceu em Tomar em 1864 e faleceu no ano de 1939. Por vontade expressa em testamento, Vieira Guimarães doou a sua casa à Câmara Municipal de Tomar, com o desígnio explícito de o espaço ser utilizado para fins culturais. No rés do chão do prédio de dois andares, funcionou durante muitos anos a Pastelaria Primorosa, enquanto que no primeiro andar se instalou a Biblioteca Calouste Gulbenkian. Atualmente, funciona no primeiro piso a sede da Comissão da Festa dos Tabuleiros e o piso térreo é um espaço cultural de exposições temporárias gerido pelo Município. Reconhecida como uma referência arquitetónica na cidade, a Casa Vieira Guimarães apresenta uma arquitetura de influência manuelina e está classificada como um imóvel de interesse municipal. Vieira Guimarães, para além de médico, foi professor de geografia e história no liceu, assim como arqueólogo, deputado e historiógrafo. Foi uma personalidade de relevo na vida cultural da cidade, sendo o autor de uma série de publicações dedicadas a Tomar e à Ordem de Cristo. A Casa Vieira Guimarães mantém viva a sua memória e homenageia o seu legado.

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Complexo Cultural da Levada de Tomar

O Complexo Cultural da Levada de Tomar consiste num projeto de requalificação patrimonial de um conjunto de edifícios intimamente ligados à história da produção industrial de Tomar. A Levada é um canal através do qual, no século XII, os Templários desviaram parte do Rio Nabão, para conduzir as águas até ao Açude dos Frades. Este conjunto patrimonial, constituído essencialmente pelos Lagares, Centrais Elétricas e Moagens ao longo do Rio Nabão e no centro histórico da cidade, tem a sua origem no período medieval, atravessa a época moderna e chega até à época contemporânea. Destacam-se os edifícios de antigos moinhos e lagares (que eram alimentados pela energia potencial da água, através de rodas hidráulicas verticais ou de rodas horizontais), as duas antigas fábricas de moagem (testemunhando o uso quer da energia hidráulica, quer da energia elétrica) e uma central elétrica. Quando, em 2011, se deu início à empreitada de reabilitação e requalificação arquitetónica da Levada de Tomar, para fins de salvaguarda, musealização e usufruto cultural, foram identificadas estruturas arqueológicas que documentam a produção de azeite aproximadamente entre os séculos XVI e XIX. Localizado no Complexo Cultural da Levada, a Central Elétrica de Tomar - Núcleo Museológico é um retrato vivo do século XIX, quando a cidade foi uma das primeiras do país a dispor de iluminação pública elétrica. Neste equipamento recorda-se que a Central, inaugurada a 1 de julho de 1901, surgiu com o propósito de fornecer eletricidade às 100 lâmpadas de 16 velas da cidade, e que Tomar foi uma das primeiras cidades do país, depois de Elvas e Vila Real, a dispor de iluminação pública elétrica.

Tomar - Portugal

Arco das Freiras

O Arco das Freiras, em Tomar, é um arco de volta inteira sobre a Rua de Santa Iria, que é uma passagem aérea que liga o Convento de Santa Iria ao antigo Palácio de Frei António de Lisboa. A sua origem remonta ao século XVI. A designação “Arco das Freiras” está, desta forma, associado às Freiras Clarissas do Convento de Santa Iria. O Convento foi construído no século XVI, sobre um edifício mais antigo (anterior ainda ao Castelo Templário), junto das margens do rio Nabão, no local onde a jovem devota Iria se encontrava a rezar quando foi morta, a mando de Britaldo, o nobre que por ela se enamorara e que com ela queria casar. O antigo Palácio de Frei António de Lisboa é um edifício sumptuoso do século XVI, que terá servido de residência a Frei António de Lisboa ou aos seus familiares, no seguimento da sua nomeação pelo rei D. João III para se tornar Prior do Convento de Cristo, em Tomar. O Arco das Freiras está classificado como imóvel de interesse público.

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Estátua do Infante Dom Henrique

Junto aos portões da Mata Nacional dos Sete Montes, em Tomar, um tributo àquele que ficou para sempre ligado ao desenvolvimento económico e cultural da cidade. Aqui foi inaugurada, a 18 de dezembro de 1960, a Estátua do Infante Dom Henrique, a forma como a cidade decidiu prestar homenagem ao Infante Navegador, precisamente quando se assinalava o quinto centenário sobre o a ano da sua morte. A estátua em bronze é da autoria do escultor Henrique Moreira. O Infante D. Henrique é um vulto enorme na história nacional e universal, pelo papel determinante que lhe é atribuído na grande empreitada portuguesa dos Descobrimentos. É o quinto filho do rei D. João I e de D. Filipa de Lencastre, tendo nascido no dia 4 de Março de 1394 na invicta cidade do Porto. A sua ligação com Tomar começa no ano de 1420, quando foi nomeado pelo Papa, a pedido do seu pai el-rei D. João I, Governador e Regedor da Ordem de Cristo. É enorme o legado que deixou à cidade, bem visível no traçado urbano de Tomar e na importante herança económica e cultural que para sempre a marcou. O Infante veio a falecer em Sagres, no dia 13 de novembro de 1460.

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Capela de São Lourenço e Padrão de Dom João I

A Capela de São Lourenço situa-se na entrada sul de Tomar. É dedicada a São Lourenço e foi mandada construir no início do século XVI por Aires de Quental. Este templo religioso de traço simples e discreto homenageia o encontro ocorrido no dia 10 de Agosto de 1385 – dia de S. Lourenço – entre as tropas de D. João, Mestre de Avis e as de D. Nuno Álvares Pereira, que aqui se encontraram neste lugar, quatro dias antes de rumarem a Aljubarrota. Desde 1948 que este encontro dos dois exércitos, neste preciso lugar, ficou eternizado numa das fachadas laterais da Capela, quando aí foi colocado um painel de azulejos, azuis e brancos, evocativo do acontecimento. A Capela de São Lourenço é um edifício de dimensões reduzidas, que apresenta uma planta retangular de um corpo só, precedida por uma galilé de carácter sóbrio, sendo o portal de estilo manuelino. Junto à capela de São Lourenço, existe um padrão que celebra o encontro das tropas portuguesas a caminho de Aljubarrota. É composto por uma coluna lisa que assenta numa base toscana com capitel adornado com anjos de asas abertas e o escudo português. A Capela de São Lourenço foi classificada como Monumento Nacional no ano de 1921.

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Igreja de São João Baptista

É desconhecida a data da fundação da Igreja de São João Baptista, em Tomar, mas crê-se que tenha sido D. Gualdim Pais quem mandou erguer a igreja primitiva, enquanto se edificava o Castelo e nascia a cidade.

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Percurso Histórico

Percurso histórico de Tomar.

Sinagoga de Tomar

A Sinagoga de Tomar foi construída entre 1430 e 1460, por ordem do Infante D. Henrique, impulsionada pelo número crescente de judeus em Tomar. No entanto, teve uma curta existência, pois foi encerrada em 1496, aquando do édito manuelino de expulsão dos Judeus.

Tomar

Núcleo de Arte Contemporânea – Museu Municipal

O Núcleo de Arte Contemporânea – Museu Municipal foi criado em 2004, no seguimento da doação à Câmara Municipal de Tomar, pelo Professor José-Augusto França, de uma parte relevante da sua coleção pessoal, fruto de várias décadas de trabalho como crítico e historiador de arte. O conjunto de mais de duas centenas de obras, entre as quais pinturas, esculturas, desenhos e fotografias, abrange um arco cronológico que se estende de 1932 aos nossos dias. O projeto de adaptação do edifício onde o NAC está instalado é do arquiteto Jorge Mascarenhas e conta com uma área expositiva de cerca de 500m2. No exterior, duas obras de grande dimensão recebem os visitantes: a escultura “Árvore Azul” de José de Guimarães e o painel de azulejos “Modulação Luminosa X” de Eduardo Nery, propositadamente concebidas para o Museu e oferecidas pelos artistas. O acervo do Museu conta com obras de diferentes períodos do século XX. O Núcleo de Arte Contemporânea desempenha um papel de relevo na divulgação da arte portuguesa do século passado, funcionando como uma espécie de compêndio do que se fez em Portugal neste período, na medida em que integra muitas das obras atualmente estudadas nas escolas de Arte.

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Edifício dos Paços do Concelho

O Edifício dos Paços do Concelho foi construído no início do século XVI, e é hoje a casa da Câmara Municipal de Tomar. O edifício foi mandado construir pelo rei D. Manuel I para ali receber os Paços Reais, tendo depois sido doado ao Município. Em termos arquitetónicos, é interessante verificar que apesar da sua data de edificação, não apresenta qualquer elemento de estilo manuelino, uma vez que na segunda metade do século XVI, foi alvo de uma remodelação que obedeceu a um projeto maneirista. O edifício apresenta uma planta retangular, com a fachada principal a exibir três arcos altos e harmoniosos, por onde se faz o acesso ao edifício e à elegante galeria abobada que antecede a entrada. Sobre esta arcada que domina a fachada, sobressaem as sacadas com proteções de ferro e com vista para a Praça. Por sua vez, é extremamente bonita a fachada posterior, dividida também por três andares, sendo traçada em cada um deles por arcadas de sete vãos, com arcos perfeitos de volta inteira. O piso superior tem as arcadas do centro abertas, e no último andar a arcada é completamente rasgada, formando uma agradável varanda. No interior do Edifício dos Paços do Conselho, destaque para a sala de exposições e para o salão nobre, cujo teto ostenta um brasão antigo da cidade.

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Turismo Tomar — A cidade dos Templários